O refinanciamento de empréstimo consignado é uma alternativa que permite renegociar um contrato já existente, ajustando condições como prazo, taxa de juros e valor das parcelas.

O saldo devedor é recalculado e substituído por um novo acordo, que pode incluir a liberação de um valor adicional ao contratante. Por ter desconto direto na folha de pagamento, o consignado costuma oferecer taxas mais baixas, o que faz do refinanciamento uma opção atrativa em determinados cenários.

O que é refinanciamento de empréstimo consignado?

O refinanciamento de empréstimo consignado é uma operação financeira onde você renegocia um contrato de empréstimo que já possui com o banco, com o objetivo de liberar dinheiro vivo ou reduzir o valor das parcelas.

No refinanciamento é feito a troca do contrato atual por um novo, mas na mesma instituição financeira. Entenda como funciona:

  1. Quitação do saldo devedor: o banco utiliza o valor do novo empréstimo para quitar a dívida que ainda resta do contrato atual.
  2. Retorno do saldo (troco): a diferença entre o valor total do novo contrato e o que foi usado para quitar a dívida antiga é depositada na sua conta.
  3. Reinício do prazo: o número de parcelas volta ao início, geralmente o prazo máximo permitido.

Exemplo

  • Dívida atual: você ainda deve R$ 5.000,00 ao banco.
  • Novo contrato: o banco aprova um novo crédito de R$ 8.000,00.
  • Ação: o banco quita os R$ 5.000,00 antigos.
  • Resultado: você recebe R$ 3.000,00 de "troco" e volta a pagar o número total de parcelas.

Quem pode fazer o refinanciamento de consignado?

Trabalhadores de carteira assinada (CLT), servidores públicos (federais, municipais ou estaduais), aposentados e pensionistas do INSS podem fazer o refinanciamento de empréstimo consignado.

Além disso, geralmente as instituições financeiras estipulam idade mínima de 21 anos e máxima de 74 anos. Entretanto, cada banco pode possuir regras específicas sobre o assunto.

Regras de refinanciamento do empréstimo consignado

As regras atuais indicam que para realizar refinanciamento de consignado é necessário ter pago parte do contrato. A média do mercado exige pagamento entre 15% a 30% do total de parcelas.

O refinanciamento só pode ser feito se a taxa de juros do novo contrato respeitar o teto atual estabelecido pelo governo. Além disso, para evitar fraudes, as regras de contratação ficaram mais rígidas com a necessidade de autenticação obrigatória. É exigida a biometria facial ou reconhecimento digital através de canais oficiais.

Precisa de margem para fazer refinanciamento?

Se você quer manter o valor da parcela não precisa de margem consignável livre. Como será feito a substituição de um contrato antigo por um novo de mesmo valor de parcela, o espaço que a dívida ocupa no contracheque não muda.

Por outro lado, se tiver margem negativa, o banco pode se recusar a refinanciar até que a situação seja regularizada, pois o sistema entende que já ultrapassou o limite legal de margem permitido por lei.

Pode fazer refinanciamento com nome negativado?

Sim, quem tem nome negativado pode fazer refinanciamento de empréstimo consignado. Como a garantia do pagamento é o salário, a maioria dos bancos não consulta o SPC ou Serasa para aprovar a operação. O foco do banco é a margem e o histórico de pagamento das parcelas do próprio empréstimo.

Apesar da possibilidade de negativado poder fazer refinanciamento, há situações que podem impedir a operação como falta de maturação do contrato, idade avançada ou margem negativa.

Quando vale a pena refinanciar o consignado?

Vale a pena refinanciar o empréstimo consignado quando há redução da taxa de juros, quando precisa de crédito mais barato, quando o objetivo é reduzir a parcela mensal ou quando for usado para organizar as dívidas.

Entenda a comparação entre as opções:

SituaçãoQuando faz sentidoBenefício
Redução de jurosNova taxa menor que a atualEconomia no custo total
Necessidade de créditoPrecisa de dinheiro urgenteJuros mais baixos que outras opções
Reduzir parcelaOrçamento mensal apertadoAlívio imediato no bolso
Trocar dívida caraQuitar cartão/cheque especialOrganização financeira e menos juros

Como calcular se o refinanciamento vale a pena

Calcular se o refinanciamento do empréstimo consignado compensa exige comparar o cenário atual e o novo contrato completo.

Levante os dados do contrato atual

  • Saldo devedor atual;
  • Taxa de juros mensal;
  • Número de parcelas restantes;
  • Valor da parcela.

Calcule quanto ainda falta pagar

  • Multiplique: parcelas restantes × valor da parcela.

Isso mostra uma estimativa do valor total que ainda sairá do seu bolso.

Analise a proposta de refinanciamento

  • Novo valor da parcela;
  • Novo prazo;
  • Taxa de juros;
  • Valor liberado (troco).

Compare o custo total

  • Se o novo total for menor, o refinanciamento pode valer a pena.
  • Se o novo total for maior, você pagará mais pela dívida.
  • Se a parcela for menor, mas total maior, o alívio é imediato e custo maior no longo prazo.

Analise o impacto no orçamento

Analise os seguintes cenários:

  • A nova parcela cabe com folga?
  • Isso resolve um problema real ou só adia?
  • Vou evitar novas dívidas depois disso?

A dica mais importante é analisar o Custo Efetivo Total (CET). Nele estão inclusos juros, tarifas e seguros. Ele mostra o real total da operação de crédito.

Refinanciamento do consignado CLT

O refinanciamento do consignado CLT também é conhecido como renovação. É uma opção para quem já tem um empréstimo descontado em folha, precisa de dinheiro na conta, mas não tem mais margem consignável disponível para fazer um novo contrato.

Entre as vantagens do refinanciamento do consignado privado estão a rapidez na contratação, sem alteração na parcela, ideal para quem tem margem zero e processo totalmente digital.