A taxa de juros é essencialmente o custo do dinheiro no tempo e está presente em diversas operações financeiras, além de possuir impacto direto no dia a dia das pessoas. Ela é definida pela combinação entre a taxa básica (Selic) e fatores de mercado financeiro.
Na economia, ela atua como um regulador de velocidade. Ou seja, quando os juros estão altos, o crédito encarece e o consumo diminui. Por outro lado, quando estão baixos, o acesso ao dinheiro facilita, estimulando compras e investimentos empresariais.
Entenda nos tópicos abaixo quais são os tipos de taxa de juros.
O que é taxa de juros?
A taxa de juros é o preço do dinheiro no tempo. Ela funciona como uma espécie de aluguel nas finanças. Se você pega dinheiro emprestado, paga esse aluguel, que é chamado de juros.
A taxa de juros é o percentual que define o valor adicionado a ser pago em uma operação de crédito ao longo do tempo. Os valores são definidos pelas instituições financeiras por meio de critérios internos e externos.
Como funcionam as taxas de juros?
A taxa é sempre um percentual (%) aplicado sobre um valor inicial, que é chamado de capital ou principal, em um determinado período (mês ou ano).
Entenda os cenários:
- Para quem pede emprestado: é o custo do crédito. Se você financia um carro, a taxa de juros define quanto além do preço do carro você pagará ao banco pela conveniência de ter o dinheiro agora.
- Para quem investe: é a remuneração pela paciência. Você deixa de gastar seu dinheiro hoje para que ele cresça e você possa gastar mais no futuro.
Tipos de juros
Os juros são a base do sistema financeiro e podem ser classificados de diversas formas, dependendo de como são calculados, do objetivo da cobrança ou de como são apresentados no contrato.
- Juros simples: o percentual é aplicado apenas sobre o valor principal. O valor dos juros é fixo em todos os períodos.
Exemplo: Maria pegou R$ 1.000 emprestado com o banco a 10% de juros simples ao mês. Ela pagará R$ 100 de juros todo mês.
- Juros compostos: é o juros sobre juros. O percentual incide sobre o valor inicial mais os juros acumulados dos meses anteriores.
Exemplo: No primeiro mês, 10% de R$ 1.000 (R$ 100). No segundo, 10% de R$ 1.100 (R$ 110).
Categorias de juros
Além de juros simples e juros compostos, há outras categorias de juros que impactam o mercado financeiro. Confira alguns exemplos:
- Juros rotativos: é aplicado quando o pagamento integral de uma fatura não é realizado.
- Juros reais: é determinado ao descontar a inflação da taxa nominal.
- Juros de mora: cobrança adicional por atraso no pagamento.
- Juros sobre capital próprio: forma de remuneração paga aos investidores de uma empresa.
- Juros nominais: taxa informada no momento da contratação de um serviço ou produto financeiro.
Como a taxa de juros é definida
As taxas de juros são definidas pelo resultado de uma combinação entre decisões do governo, matemática bancária e a percepção de risco do mercado financeiro. Um dos fatores é a definição da Taxa Selic.
O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne a cada 45 dias para analisar a saúde do país, como inflação, desemprego e cenário mundial. Nessa reunião é decidido a Selic Meta. Se a inflação está alta, eles aumentam a taxa para esfriar a economia. Se a economia está parada, eles baixam a taxa para aquecer o consumo.
Além da Selic como base, os bancos também utilizam outros fatores para estabelecer suas taxas de juros. Veja alguns exemplos:
- Custo de captação: quanto o banco paga para alugar o dinheiro que será emprestado (geralmente baseado na Selic ou no CDI).
- Risco de inadimplência: avaliação da chance do cliente não pagar. Quanto maior o risco, maior será a taxa.
- Custos administrativos e impostos: inclui o IOF, além de salários de funcionários e manutenção do banco.
- Spread bancário: é o lucro do banco. É a diferença entre o que ele paga para captar o dinheiro e o que ele cobra do cliente.
Como calcular a taxa de juros
Realizou alguma operação de crédito e está em dúvida sobre qual é a taxa de juros, veja o passo a passo de como realizar o cálculo da taxa de juros simples na calculadora.
- Insira o valor inicial (C);
- Multiplique pela taxa de juros em decimal (ex: 5% = 0,05);
- Multiplique pelo tempo (t) em meses ou anos.
Relação do custo efetivo total nas taxas de juros
O Custo Efetivo Total (CET) significa a taxa de juros real que você paga ao contratar um empréstimo ou financiamento. Enquanto a taxa de juros nominal refere-se apenas ao custo do dinheiro emprestado, o CET engloba todos os custos da operação.
O CET é composto pelos seguintes itens:
- Tributos: principalmente o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
- Tarifas: taxas administrativas, como a TAC (Tarifa de Abertura de Cadastro).
- Seguros: em muitos financiamentos é obrigatória a contratação de seguros (morte e invalidez, por exemplo).
- Despesas extras: custos com cartórios, avaliação de bens ou registros de contrato.
Taxa de juros no empréstimo consignado
O empréstimo consignado é uma modalidade de crédito onde a taxa de juros é aplicada de forma diferenciada, pois o pagamento das parcelas é descontado diretamente do salário ou benefício. Essa garantia de pagamento reduz drasticamente o risco para os bancos, o que resulta em juros muito menores.
Outra particularidade na modalidade de crédito consignado é o teto máximo de juros. O limite é definido pelo Governo Federal e Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Para aposentados e pensionistas do INSS, o teto de juros é 1,85% ao mês. Já o cartão de crédito consignado tem limite de 2,46% ao mês.



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