A margem consignável é o pilar de sustentação do crédito consignado, funcionando como o limite legal que protege a saúde financeira do usuário ao impedir que as prestações devorem toda a renda.
No ecossistema dessa modalidade, ela atua como uma garantia de pagamento direto na fonte, o que reduz drasticamente o risco de inadimplência para as instituições financeiras.
As categorias como trabalhadores CLT, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS possuem margem diferentes. Entenda neste artigo como funciona.
O que é margem consignável?
A margem consignável é o valor máximo da renda mensal que pode ser comprometida com o pagamento de parcelas de um empréstimo consignado. O objetivo é impedir o superendividamento.
Com isso, a renda mensal do trabalhador não é totalmente comprometida e despesas de mercado, escola, farmácia, por exemplo, não são afetados no dia a dia.
Como a modalidade de crédito consignado o pagamento é feito com desconto automático em folha, a margem funciona como uma segurança para o usuário evitar gastos desnecessários.
Como funciona a margem consignável?
A margem consignável funciona como uma reserva de pagamento na modalidade de empréstimo consignado. Diferente de um boleto que você escolhe pagar ou não, o valor da margem consignável é reservado pelo banco junto ao seu empregador.
A empresa recebe o aviso do empréstimo consignado e posteriormente separa o valor da parcela do salário bruto. Por fim, o que sobra é o que cai na conta no fim do mês.
Vale destacar que a margem consignável não é estática, ela se movimenta conforme a vida financeira muda. Entenda alguns exemplo que a margem pode aumentar:
- Aumento de salário: se o salário sobe, a porcentagem da margem passa a valer mais em dinheiro real, liberando margem nova.
- Quitação de parcelas: conforme termina de pagar um contrato, aquele espaço que estava ocupado no contracheque volta a ficar livre.
- Refinanciamento: o usuário vende a dívida atual para o novo banco, que paga a dívida antiga. Com isso, a margem que sobrou pode fornecer um troco, mantendo a parcela no mesmo valor.
Cálculo da margem consignável
O cálculo da margem consignável não é feito sobre o salário bruto, mas sim sobre o salário líquido.
Entenda a fórmula:
- Rendimentos brutos - descontos obrigatórios × 0,35 = margem consignável
A regra dos 35% sobre o valor líquido significa a fórmula padrão usada pelas instituições financeiras para estabelecer o limite de desconto da renda mensal. Caso a margem seja 45%, basta substituir na fórmula.
Exemplo
Mário trabalha como professor na rede privada e recebe salário de R$ 4 mil. Como a margem para trabalhador CLT é de 35%, o valor da sua margem será de R$ 1.400,00.
Calculadora de margem consignável
A Konsi tem uma calculadora gratuita e fácil de usar que mostra a sua margem consignável de 2026.
Veja o passo a passo de como usar:
- Acesse a calculadora de margem consignável aqui.
- Insira sua renda líquida mensal.
- Escolha seu vínculo empregatício (INSS, servidor público ou CLT).
Margem para consignado 2026
A margem consignável não é igual para todos. Ela varia de acordo com a legislação específica de cada categoria profissional. O governo define esses limites para equilibrar o acesso ao crédito com a segurança financeira do trabalhador.
Veja o quadro comparativo:
| Categoria | Empréstimo | Cartão de crédito | Cartão benefício |
|---|---|---|---|
| INSS | 35% | 5% | 5% |
| Servidor federal | 35% | 5% | 5% |
| Trabalhador CLT | 35% | 5% | 0 |
Entenda nos tópicos abaixo qual o valor da margem para cada categoria:
Margem para trabalhador CLT
Entenda qual a margem para trabalhador de carteira assinada (CLT) para operações de crédito:
- 35% para empréstimo consignado
- 5% para o cartão de crédito consignado
Exemplo
Maria trabalha de carteira assinada como assistente administrativa e ganha salário de R$ 3 mil. Com isso, ela pode comprometer até R$ 1.050 com parcelas do empréstimo e R$ 150 com o cartão.
Margem para aposentados e pensionistas do INSS
Entenda qual a margem para aposentados e pensionistas do INSS para operações de crédito:
- 35% para empréstimo consignado
- 5% para cartão de crédito consignado
- 5% para cartão benefício
Exemplo
Teresa é aposentada e recebe benefício de R$ 2 mil. Com isso, ela pode gastar R$ 700 com parcelas de empréstimo consignado, R$ 100 com o cartão consignado e R$ 100 com o cartão benefício.
Margem para servidor público federal
Entenda qual a margem para servidor público federal para operações de crédito:
- 35% para empréstimo consignado
- 5% para cartão de crédito consignado
- 5% para cartão benefício
Exemplo
Gustavo é servidor federal e recebe salário de R$ 5 mil. Com isso, ele pode gastar R$ 1.750,00 com parcelas de empréstimo consignado, R$ 100 com o cartão consignado e R$ 100 com o cartão benefício.
Margem para servidores estaduais e municipais
A margem consignável para servidores estaduais e municipais varia conforme a legislação local. No entanto, a tendência é seguir o seguinte modelo:
- Estados: entre 35% e 45%
- Municípios: entre 30% e 35%
É importante destacar que pode haver exceções de federações estaduais ou municipais que tenham porcentagem de consignação diferente.
Empréstimo consignado sem margem
Não existe a possibilidade de contratar empréstimo consignado sem margem, pois é uma exigência da lei. Em casos da margem estiver totalmente comprometida, a instituição financeira bloqueia automaticamente novas averbações.
No entanto, existem algumas alternativas para quem já atingiu o limite, mas ainda precisa de crédito. Veja como funciona:
- Refinanciamento: o banco quita o saldo devedor e faz um novo contrato com novo prazo. Com isso, o valor das parcelas continua o mesmo e a diferença pode gerar o troco.
- Portabilidade: o novo banco quita a dívida no banco antigo. Com isso, os juros são podem se tornar menores e a nova parcela pode ficar mais barata.
Impacto da isenção do Imposto de Renda na margem
Em 2026 foi implementado pelo Governo Federal a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Quem se enquadra nessa faixa, tem um impacto direto na margem consignável.
Como a margem é calculada sobre o salário líquido, qualquer redução de impostos aumenta o valor, consequentemente, libera mais espaço para empréstimos consignados.
Exemplo
Mariana pagava R$ 300,00 de IR. Com as novas regras, esse valor passa a ser somado à base de cálculo. Como a margem de empréstimo é de 35%, ela terá R$ 105,00 extras de margem por causa da isenção.
Veja a tabela de isenção e redução do IR mensal 2026:
| Rendimentos tributáveis mensais | Redução do imposto |
|---|---|
| Até R$ 5 mil | Até R$ 312,89, zerando o imposto |
| De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 | R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal), até zerar para quem ganha R$ 7.350 |
| A partir de R$ 7.350,01 | Sem redução |
Trabalhadores CLT, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS são beneficiados com as novas regras do Imposto de Renda em 2026 e terão mais espaço na margem consignável.



















































































![Veja como calcular a margem consignável [2025]](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fres.cloudinary.com%2Fdc5gzexeu%2Fimage%2Fupload%2Fv1737666381%2Fveja-como-calcular-margem-consignavel-2025_ryy4vv.webp&w=3840&q=100)












