Entenda neste artigo o que é e como funciona o refinanciamento do Crédito do Trabalhador.
Como funciona o refinanciamento no Crédito do Trabalhador?
O processo do refinanciamento do Crédito do Trabalhador se baseia na substituição do contrato original por um novo, mantendo o desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento.
Veja o passo a passo de como funciona o processo de refinanciamento:
Cálculo do saldo devedor: a instituição financeira calcula o quanto ainda falta ser pago do empréstimo atual.
Nova proposta: a instituição financeira oferece um novo contrato com novas condições de taxa de juros e prazo total, por exemplo.
Liquidação da dívida atual: o valor do novo empréstimo é usado para quitar integralmente o saldo devedor do contrato antigo.
Liberação de troco: se o valor total do novo empréstimo for maior que o saldo devedor quitado, a diferença é liberada como "troco" para ser utilizado.
Novo prazo e parcelas: o saldo é renegociado em novas parcelas, que serão novamente descontadas mensalmente do salário.
Vantagens
O refinanciamento do Crédito do Trabalhador é uma excelente ferramenta financeira por ser uma renegociação de crédito de baixo risco. A lista de vantagens contempla acesso a dinheiro novo (troco), redução do custo da dívida e alívio no orçamento, por exemplo.
Desvantagens
Apesar das vantagens, o refinanciamento do Crédito do Trabalhador também pode ter algumas desvantagens que precisam ser avaliadas de forma cuidadosa. As desvantagens estão principalmente ligadas ao Custo Efetivo Total (CET) e ao endividamento de longo prazo.
Diferença entre refinanciamento, portabilidade e migração de empréstimo
As modalidades de refinanciamento, portabilidade e migração são formas de renegociar um empréstimo. No entanto, cada uma tem um foco e procedimento distinto.
Entenda a diferença entre cada modalidade:
Refinanciamento: obter dinheiro extra (troco) ou reduzir a parcela, usando o mesmo contrato/banco. O contrato atual é renegociado e substituído por um novo.
Portabilidade: transferir o empréstimo para um novo banco com taxas de juros mais baixas. O novo banco quita a dívida no banco original e gera um novo contrato.
Migração: mudança de todo o contrato de crédito para um novo modelo regulatório. O contrato antigo é transferido para um novo sistema.
Trabalhador CLT: tipos de refinanciamento
O refinanciamento do crédito consignado privado para o trabalhador CLT se divide em objetivos que o novo contrato pode ter, dependendo da necessidade e da margem consignável.
Veja as principais características do refinanciamento:
Refinanciamento com troco: o novo empréstimo é contratado por um valor maior do que o saldo devedor do seu contrato antigo. O banco usa parte desse novo valor para quitar totalmente a dívida anterior. A diferença, chamada de troco, é depositada diretamente na conta.
Refinanciamento com redução de parcela: o saldo devedor restante é diluído em um prazo maior de pagamento. Mantendo a mesma taxa de juros. O alongamento do prazo resulta em parcelas mensais menores.
Refinanciamento com redução de juros: a instituição financeira oferece uma nova taxa de juros, menor do que a original. O novo contrato é fechado com essa taxa reduzida, o que diminui o Custo Efetivo Total (CET) da dívida.
Migração de CDC
A migração de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para o Crédito do Trabalhador é uma oportunidade extremamente vantajosa para o trabalhador CLT, pois permite trocar uma dívida cara por uma muito mais barata.
Na prática, essa migração é uma forma de portabilidade que usa o novo crédito consignado privado para quitar o empréstimo CDC. Entenda a diferença de cada modalidade:
Crédito Direto ao Consumidor (CDC): juros altos, pois não tem garantia e as parcelas são pagas por boleto ou débito em conta.
Crédito do Trabalhador (Consignado CLT): juros mais baixos, pois o risco é menor, já que as parcelas são descontadas diretamente do salário.
Refinanciamento de múltiplos contratos
O refinanciamento de múltiplos contratos, também conhecido como consolidação de dívidas consignadas, é uma estratégia financeira que permite unificar várias dívidas de empréstimos consignados em um único novo contrato, na mesma instituição financeira.
Veja como funciona o refinanciamento de múltiplos contratos:
1. Seleção dos contratos e cálculo da dívida
Identificação de todos os contratos de empréstimo consignado que deseja consolidar. Posteriormente o banco calcula o saldo devedor total da soma de todos esses contratos.
2. Proposta de novo contrato único
O banco oferece um novo e único contrato de empréstimo consignado com um valor total suficiente para quitar a soma dos saldos devedores de todos os contratos antigos. Este novo contrato terá apenas uma taxa de juros, um único prazo e apenas uma parcela a ser descontada do salário.
Refinanciamento do consignado CLT: quando fazer
Entender o momento ideal para realizar refinanciamento de consignado privado é uma questão crucial para a saúde financeira. O momento ideal deve ser avaliado com base em dois fatores principais: elegibilidade e estratégia financeira. Entenda os detalhes nos tópicos abaixo:
Elegibilidade: a maioria das instituições financeiras exigem que tenha quitado um percentual mínimo do contrato original para liberar o refinanciamento, o que garante que há um saldo "pago" a ser renegociado.
Estratégia financeira: deve ser feito quando há um objetivo financeiro claro que supera o custo de alongar a dívida, como cobrir uma emergência ou quitar dívidas caras, por exemplo.
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