O empréstimo consignado CLT funciona através de um mecanismo de desconto automático, onde as parcelas da dívida são retidas pela empresa antes mesmo do salário ser depositado na conta do funcionário.
Essa modalidade é regida por normas que estabelecem a margem consignável como protagonista no processo da contratação, ela funciona como um limite percentual do rendimento líquido destinado a proteger a renda do trabalhador.
Como funciona o desconto em folha do consignado CLT?
No empréstimo consignado CLT a parcela é descontada antes mesmo de o dinheiro cair na conta do trabalhador, o que acaba gerando baixo risco de inadimplência para os bancos.
Confira como funciona o fluxo de desconto:
- Fechamento da folha: no final do mês, o RH da empresa verifica o valor da parcela no sistema do banco.
- Retenção: a empresa retira o valor da parcela do pagamento.
- Repasse: a empresa transfere esse dinheiro diretamente para o banco.
- Saldo: o trabalhador recebe o salário com a parcela devidamente quitada.
Regras para o desconto em folha
De acordo com a Portaria MTE n° 435/2025, que estabelece as normas do empréstimo consignado CLT, há regras para evitar o superendividamento do trabalhador e garantir que as empresas e bancos cumpram seus papéis.
Veja quais as principais regras para desconto em folha:
- Margem consignável: é necessário ter margem livre de 35% para contratar o consignado CLT.
- Autorização: o trabalhador deve autorizar, por escrito ou meio eletrônico seguro, que a empresa faça a retenção do valor.
- Repasse do valor: a empresa tem até 5 dias úteis após o pagamento do salário para repassar o dinheiro ao banco.
O que acontece se a empresa não descontar o empréstimo CLT?
A falta do repasse ao banco pode gerar inadimplência técnica, negativação, juros e multa.
Uma vez que foi autorizado o empréstimo, a empresa é a responsável pela retenção e pelo repasse do valor ao banco. Se ela esquecer de descontar, ela está descumprindo uma obrigação legal.
Nessas situações é recomendado fazer o seguinte:
- Comunique o RH: envie um e-mail formalizando que o desconto não ocorreu.
- Guarde o valor da parcela: como o banco virá atrás desse dinheiro cedo ou tarde, mantenha o valor reservado para não ser pego de surpresa.
- Verifique o extrato bancário: veja se o banco não fez o débito direto na sua conta corrente para compensar a falha da folha.
Quanto do salário pode ser descontado no empréstimo?
O limite máximo que pode ser descontado do salário para o empréstimo consignado CLT é de 35% do salário líquido, que é o valor final após os descontos obrigatórios.
Veja a lista de descontos obrigatórios:
- Contribuição previdenciária (INSS);
- Imposto de Renda;
- Pensão alimentícia.
Vale destacar que desde janeiro de 2026 o Governo Federal aplicou novas regras do IR que proporcionam a isenção total do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Veja no quadro abaixo alguns exemplos de margem:
| Salário líquido | Valor da margem |
|---|---|
| R$ 1.500,00 | R$ 525,00 |
| R$ 2.500,00 | R$ 875,00 |
| R$ 4.000,00 | R$ 1.400,00 |
| R$ 6.000,00 | R$ 2.100,00 |
Averbação no empréstimo consignado CLT
A averbação do empréstimo consignado é a fase mais importante. Sem ela, o dinheiro não cai na conta. Ela funciona como o carimbo de validade que oficializa que aquela parcela será descontada do salário.
A averbação é importante para o banco, pois é a segurança de que a parcela foi reservada no salário. Para o empregador, a importância está no processo de controlar que a margem não seja ultrapassada.
O processo de averbação geralmente é rápido e pode levar 24 horas. No entanto, falta de margem, dados incorretos e fechamento de folha podem atrasar esse processo.
















































































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