As novas regras do Imposto de Renda, aprovadas pelo Governo Federal, estabelecem a isenção total para quem recebe até R$ 5.000, beneficiando trabalhadores, aposentados e servidores públicos.

Além disso, foi implementado um mecanismo de isenção gradual para quem ganha até R$ 7.350,00, no qual o alívio tributário diminui conforme a renda aumenta, evitando saltos bruscos no valor pago. 

Entenda neste artigo quais são as regras da isenção do IR 2026:

Como funciona a isenção total do Imposto de Renda?

A isenção total do Imposto de Renda em 2026 funciona por meio de um desconto adicional aplicado diretamente sobre o imposto que seria devido. Na prática, o governo não mudou as alíquotas da tabela, mas criou um mecanismo que zera a conta para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Essa medida faz parte de uma reforma sancionada pelo Governo Federal no final de 2025 por meio da Lei n° 15.270/2025 e entrou em vigor em 1° de janeiro de 2026.

Veja a tabela de isenção e redução do IR mensal 2026:

Rendimentos tributáveis mensaisRedução do imposto
Até R$ 5 milAté R$ 312,89, zerando o imposto
De R$ 5.000,01 a R$ 7.350R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal), até zerar para quem ganha R$ 7.350
A partir de R$ 7.350,01Sem redução


Quem tem direito a isenção do IR 2026?

Veja a lista de quem tem direito a isenção total do Imposto de Renda em 2026, caso a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:

  • Trabalhadores com carteira assinada;
  • Servidores públicos;
  • Aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.


De acordo com o Governo Federal, quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.


Como funciona a isenção gradual do Imposto de Renda?

A isenção gradual funciona como um redutor decrescente. Ou seja, quanto mais perto estiver de R$ 5 mil, maior é o desconto adicional que o governo fornecerá. Conforme o salário sobe em direção a R$ 7.350,00, esse desconto vai diminuindo até desaparecer completamente.

Sem essa regra, alguém que recebesse um aumento de R$ 5.000 para R$ 5.100 poderia ver esse aumento ser engolido pelo imposto, pois sairia da isenção total direto para uma faixa de tributação alta. A isenção gradual elimina esse degrau tributário.

Confira a tabela mensal do Imposto de Renda em 2026 para rendas acima de R$ 7.350:

Base de cálculo mensalAlíquotaDedução
Até R$ 2.428,80Isento-
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,657,5%R$ 182,16
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,0515%R$ 394,16
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,6822,5%R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 908,73


Exemplo

Veja alguns exemplos de salários e estimativa de porcentagens de desconto do IR:

  • Salário de até R$ 5.000: 100% de desconto
  • Salário de até R$ 5.500: aproximadamente 75% de desconto
  • Salário de até R$ 6.000: aproximadamente 50% de desconto
  • Salário de até R$ 6.500: aproximadamente 25% de desconto


O Governo Federal também divulgou a tabela anual do Imposto de Renda em 2026. Veja as regras:

Base de cálculo anualAlíquotaDedução
Até R$ 28.467,20Isento-
De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,807,5%R$ 2.135,04
De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,6015%R$ 4.679,03
De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,1622,5%R$ 8.054,97
Acima de R$ 55.976,1627,5%R$ 10.853,78


Mudança na apuração anual do Imposto de Renda

A Receita Federal também aplicará isenção e redução no cálculo anual do imposto. Segundo o órgão, o redutor anual é limitado ao imposto apurado, ou seja, não gera imposto negativo nem restituição automática extra.

Entenda as regras:

  • Isenção anual para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026;
  • Redução gradual do imposto para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil;
  • Acima desse valor, não há desconto adicional.

Imposto mínimo para alta renda

De acordo com o Governo Federal, para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado à alta renda.

O cálculo do IRPFM contempla salário, lucros, dividendos e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis.

Os salários acima de R$ 50 mil por mês, essa fonte de renda gera desconto no IRPFM a pagar, mesmo incluída na base de cálculo. Isso porque o Imposto de Renda já foi descontado na fonte, com alíquota de 27,5%.

Entenda o que fica de fora do IRPFM:

  • Poupança;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Fundos imobiliários;
  • Heranças e doações;
  • Indenizações por doença grave;
  • Ganhos de capital na venda de imóveis, exceto fora da bolsa;
  • Aluguéis atrasados;
  • Valores recebidos acumuladamente, por meio de ações judiciais;


Vale destacar que o imposto mínimo será apurado apenas a partir da declaração de 2027.