O salário mínimo em 2026 foi oficialmente reajustado para R$ 1.621. Para os servidores públicos que recebem o piso nacional ou cujo vencimento básico está atrelado a ele, esse aumento gera um impacto direto na margem consignável. 

Como a margem é calculada sobre o rendimento líquido, a elevação do salário bruto amplia automaticamente o espaço disponível para a contratação de empréstimos e cartões consignados, permitindo o acesso a novos créditos ou o refinanciamento de dívidas existentes com base no fôlego financeiro adicional proporcionado pelo reajuste.

Reajuste salário mínimo

De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), o salário mínimo em 2025 era de R$ 1.518 e teve reajuste em 2026 para R$ 1.621, o que representa uma variação de 6,79%.

A fórmula para o reajuste do salário mínimo no Brasil considera o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A fórmula INPC + crescimento do PIB tem o objetivo de preservar o poder de compra dos trabalhadores e garantir um ganho real, ou seja, um aumento acima da inflação.

Salário mínimo 2026: quanto fica a margem consignável para servidor público?

Servidores públicos que ganham o equivalente ao salário mínimo, terão aumento da margem consignável em 2026 por causa do reajuste. Isso possibilita realizar refinanciamentos, portabilidade ou contratação de novos consignados para servidor.

Entenda o comparativo do valor da margem entre 2025 e 2026:

  • Salário mínimo de R$ 1.518 em 2025: margem disponível de R$ 531,30
  • Salário mínimo de R$ 1.621 em 2026: margem disponível de R$ 567,35


Margem consignável para servidor público

A margem consignável para servidor público é o limite máximo que pode ser descontado diretamente em folha de pagamento para o pagamento das parcelas de empréstimos consignados.

Entenda como é a divisão para servidores federais:


A margem consignável para servidores estaduais e municipais varia conforme a legislação local. No entanto, a tendência é seguir o modelo federal:

  • Estados: entre 35% e 45%
  • Municípios: entre 30% e 35%


É importante destacar que pode haver exceções de federações estaduais ou municipais que tenham porcentagem de consignação diferente. 


Como calcular a nova margem consignável 

A regra dos 35% sobre o valor líquido significa a fórmula padrão usada pelas instituições financeiras para estabelecer o limite de desconto da renda mensal.

  • Rendimentos brutos - descontos obrigatórios × 0,35: margem consignável


A Konsi tem uma calculadora fácil e simples de usar que mostra a sua margem consignável de 2026 para servidores públicos.

Veja o passo a passo de como usar:

  1. Acesse a calculadora de margem consignável aqui.
  2. Insira sua renda líquida mensal.
  3. Escolha seu vínculo empregatício (INSS, servidor público ou CLT).

Quando a nova margem consignável entra em vigor?

Para os servidores públicos, a nova margem consignável em 2026 segue o calendário de processamento da folha de pagamento de cada esfera. 

Diferente do salário mínimo, que vale legalmente a partir de 1º de janeiro, a margem disponível para empréstimos só é atualizada nos sistemas oficiais após o fechamento da folha de janeiro, com efeito de desconto na folha de fevereiro.

Como consultar margem consignável para servidor público

Servidores estaduais e municipais devem consultar a margem consignável nos respectivos portais de servidores ou via RH do órgão.

Por outro lado, servidores federais podem consultar a margem consignável no SouGov.br. Veja o passo a passo:

  1. Acesse o aplicativo SouGov.br;
  2. Clique em “autoatendimento”;
  3. Clique em “consignação”. 

Como consultar pelo app Konsi

O app Konsi possui um comparador que entrega as melhores condições de taxas na modalidade de crédito consignado para servidores públicos. São mais de 20 bancos parceiros autorizados pelo Banco Central. 

Veja o passo a passo de como usar o app Konsi:


Vale a pena usar a margem liberada pelo reajuste? 

O uso da margem liberada pelo reajuste de 2026 deve ser estratégico. Para o servidor público que ganha o salário mínimo, a margem para empréstimos sobe de R$ 531,30 para R$ 567,35. Embora o valor pareça pequeno, ele pode liberar um crédito bruto significativo devido aos prazos longos.

Usar a margem vale a pena se o planejamento for para substituir dívidas caras, como o rotativo do cartão de crédito ou cheque especial, por exemplo. Usar o consignado para quitar essas dívidas é a decisão financeira mais inteligente, pois reduz drasticamente o custo dos juros.

Servidor com margem excedida ou negativa

A margem consignável negativa ou excedida ocorre quando o valor total dos descontos em folha ultrapassa o limite permitido por lei. Em 2026, isso pode acontecer mesmo com o reajuste salarial, caso os gastos fixos tenham subido mais do que o aumento.

A margem negativa ocorre quando novos descontos obrigatórios aparecem. Surgimento de pensão alimentícia judicial, aumento na contribuição previdenciária ou novos impostos são alguns exemplos.

A margem excedida ocorre quando todo o valor permitido por lei da margem foi utilizado, o que gera a proibição de novos empréstimos até quitar parcelas antigas ou ter um aumento salarial. 

Salário mínimo pode liberar margem negativa

O aumento do salário mínimo em 2026 funciona como um mecanismo de "compensação" que pode zerar ou diminuir a margem negativa do servidor público. Como a margem é um percentual, quando a base salarial aumenta, o valor em reais que você pode comprometer também sobe, empurrando o limite para cima.

Em casos de servidor público com margem negativa, significa que o valor total das parcelas atuais de consignado é maior do que 35% do salário líquido anterior. Se o reajuste for maior que a dívida de margem, é possível voltar a ter margem livre para novos empréstimos.