Para os aposentados do INSS, o acesso ao crédito representa uma ferramenta estratégica para reorganizar o orçamento, quitar dívidas mais caras ou pagar necessidades imediatas com maior fôlego financeiro. 

O empréstimo pessoal surge como uma alternativa importante para quem já atingiu o limite da margem consignável ou busca uma contratação ágil e sem as burocracias de averbação do órgão previdenciário.

Como funciona o empréstimo pessoal?

O empréstimo pessoal é uma das formas mais diretas de conseguir crédito. Diferente de um financiamento de veículo ou imóvel, ele é um crédito não vinculado, o que significa que você pode usar o dinheiro para o que quiser, como pagar dívidas, viajar, reformar a casa ou cobrir uma emergência.

Na modalidade de empréstimo pessoal é importante ficar atento ao Custo Efetivo Total (CET), que inclui as seguintes taxas:

  • Juros: a remuneração do banco.
  • IOF: Imposto sobre Operações Financeiras (obrigatório).
  • Seguros e tarifas: algumas instituições incluem taxas administrativas ou seguros de proteção financeira.

Empréstimo pessoal para aposentados do INSS

O crédito pessoal é solicitado quando o aposentado do INSS já não tem margem consignável disponível no consignado ou precisa de dinheiro com extrema urgência.

Veja as principais regras da modalidade:

  • Bloqueio de novos benefícios: se acabou de se aposentar, o benefício vem bloqueado para empréstimos por segurança. É necessário realizar o desbloqueio pelo app Meu INSS após 90 dias da concessão.
  • Segurança e biometria: para evitar fraudes, agora é obrigatório o uso de biometria facial e assinatura eletrônica avançada.
  • Proibição de seguros: é proibida a venda casada de seguros embutidos no valor das parcelas sem o consentimento.

Pagamento do empréstimo pessoal

Na maioria dos contratos de crédito pessoal, as parcelas são fixas e mensais. Isso significa que, se o cliente fechou um contrato de 12x de R$ 500,00, esse valor não mudará até o final.

Na modalidade de crédito pessoal o pagamento das parcelas pode ser feito da seguinte forma:

  • Débito automático: o valor sai da conta corrente no dia do vencimento.
  • Boleto bancário: recebe mensalmente por e-mail ou app. 
  • Cheque pré-datado: cada vez mais raro, mas ainda usado por algumas financeiras menores.


De maneira geral, a média de prazo de pagamento é entre 12 e 24 meses. Por outro lado, o prazo máximo geralmente costuma ser de 48 meses.


O que acontece se atrasar a parcela?

Em casos de atraso no pagamento da parcela do empréstimo pessoal, os juros podem ser cobrados. Entenda como funciona a dinâmica:

  • Multa fixa: geralmente 2% sobre o valor da parcela.
  • Juros de mora: cerca de 1% ao mês.
  • Juros remuneratórios: juros normais do contrato continuam incidindo sobre o saldo devedor.

Diferença entre crédito pessoal e consignado

A principal diferença entre as modalidades de empréstimo pessoal e consignado está no modelo de pagamento. Enquanto o primeiro as parcelas são pagas por boleto ou débito em conta, o consignado é descontado automaticamente na folha de pagamento do salário.

Outra característica é a análise de crédito. No crédito pessoal a inspeção é rigorosa. Se houver restrições no CPF ou score de crédito baixo, o empréstimo pode ser negado. 

No empréstimo consignado, geralmente não é primordial a consulta aos órgãos de proteção de crédito. Mesmo com nome sujo, o dinheiro pode ser liberado pela garantia de pagamento causado pelo desconto automático.