Trabalhadores CLT têm o direito garantido por lei de realizar a portabilidade de empréstimo consignado privado para qualquer instituição financeira que ofereça condições mais vantajosas.

O processo de portabilidade pode ser solicitado sem custos, permitindo que você reduza a taxa de juros e o valor da parcela mensal diretamente no contracheque.

O que é portabilidade de empréstimo consignado?

A portabilidade de empréstimo consignado significa a possibilidade de trocar a dívida atual por uma nova em um banco diferente que ofereça condições melhores.

Quando a portabilidade do consignado é solicitada, o novo banco compra a dívida do banco antigo, além de quitar o que existe de dívida e abre um novo contrato com taxas reduzidas.

Como a portabilidade reduz a taxa de juros?

A redução da taxa de juros na portabilidade de empréstimo consignado acontece por meio da competição bancária. Como o cliente não está preso ao banco onde fez o empréstimo original, outros bancos podem disputar pelo seu contrato oferecendo condições mais atrativas.

Quando o cliente encontra um banco com juros menores, a instituição financeira quita o saldo devedor integralmente junto ao banco atual. Esse processo é chamado de liquidação antecipada. A partir desse momento, o banco antigo sai de cena e o cliente passa a dever ao novo banco.

Com o valor da dívida atualizado, o novo banco aplica a taxa de juros dele, que por regra deve ser menor que a anterior para a operação valer a pena.

Como fazer a portabilidade do consignado CLT?

No aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador CLT pode autorizar o compartilhamento de seus dados, como CPF, tempo de empresa e margem consignável disponível.

Veja quais são as etapas da portabilidade:

  1. Os bancos enviam ofertas de crédito em até 24 horas;
  2. O cliente escolhe a melhor proposta;
  3. As parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento.


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Portabilidade crédito consignado CLT: simulação

Fazer a simulação antes de bater o martelo na portabilidade é a principal ferramenta de defesa e economia. Como a portabilidade é um direito do cliente, os bancos vão tentar te atrair, mas nem toda proposta que parece boa no papel é vantajosa no bolso.

A simulação permite ver o Custo Efetivo Total (CET), que é o número que diz quanto o cliente vai pagar de verdade. Se o CET do novo banco for maior que o do atual, a portabilidade é um prejuízo, mesmo com juros nominais baixos.

Na simulação é possível ver o valor total que será pago até o fim do contrato. Se a dívida for de 24 parcelas e a portabilidade te indicar para 48, o cliente pode acabar pagando o dobro da dívida original.

Veja o que deve ser observado na simulação:

  • Valor total pago: compare a soma de todas as parcelas atuais com a soma de todas as novas parcelas.
  • Prazo restante: verifique se o tempo de contrato não foi esticado sem necessidade.
  • Valor líquido: se houver troco, veja quanto realmente cai na conta após os descontos.


Como funciona o troco na portabilidade

O troco na portabilidade é uma operação de refinanciamento que acontece simultaneamente à troca de banco. É a escolha favorita de quem precisa de dinheiro na conta sem aumentar o valor que já é descontado mensalmente do salário.

Veja o passo a passo do troco:

  1. Redução da dívida: imagine que você deve R$ 10 mil ao banco A com uma taxa de juros alta. O banco B oferece uma taxa muito menor para comprar essa dívida.
  2. Diferença de valor: com os juros menores do banco B, aqueles mesmos R$ 10 mil passariam a gerar parcelas mais baratas.
  3. Manutenção da parcela: em vez de reduzir o que o cliente paga por mês, o novo banco mantém o valor da parcela original.
  4. Geração do troco: como a taxa de juros caiu, mas a parcela continuou igual, o novo contrato acaba liberando um valor excedente. Esse valor é depositado diretamente na conta corrente do cliente.

Exemplo prático de portabilidade

  • Situação atual do banco A: parcela de R$ 400,00 e taxa de 2,0% ao mês.
  • Portabilidade do banco B: taxa de 1,6% ao mês.

Com esse cenário há os seguintes cenários:

  • Opção 1 sem troco: a parcela cai para R$ 350,00.
  • Opção 2 com troco: continua pagando R$ 400,00, mas o banco te entrega, por exemplo, R$ 1.500,00 de troco.

Quando vale a pena fazer a portabilidade

Realizar portabilidade de empréstimo consignado privado pode ser uma excelente alternativa para organização financeira. Veja na lista abaixo quando vale a pena:

  • Quando a taxa de juros do novo banco é consideravelmente menor;
  • Quando precisa de fôlego no orçamento mensal;
  • Quando precisa de dinheiro extra optando pelo troco.