Se você é aposentado ou pensionista e está sem margem consignável disponível, provavelmente já se perguntou se pode fazer outro tipo de empréstimo pelo INSS.
A resposta é sim! Existem alternativas de crédito para quem já comprometeu toda a margem com consignado.
Mas é importante conhecer bem essas opções antes de contratar.
Neste artigo, vamos explicar por que sua margem acabou, quais são as alternativas disponíveis e como escolher a melhor opção para lidar com as emergências financeiras.
Por que não tenho margem consignável disponível no INSS?
A margem consignável é o limite que você pode comprometer do seu benefício com empréstimos. Quando esse limite acaba, você não consegue contratar novos consignados.
Muitos aposentados chegam nessa situação sem perceber. Isso acontece porque já têm vários empréstimos ativos ou porque o valor das parcelas consome toda a margem permitida.
O que é margem consignável e como ela funciona para aposentados e pensionistas
Para aposentados e pensionistas do INSS, a margem total é de 45% do valor líquido do benefício. Esse percentual é dividido em três partes específicas.
São 35% para empréstimos consignados, 5% para cartão de crédito consignado e mais 5% para cartão de benefício consignado. Cada parte tem uma finalidade específica.
Por exemplo: se você recebe R$ 2.000 de benefício, pode comprometer até R$ 700 para empréstimo e R$ 100 para cada tipo de cartão consignado.
Quando a margem consignável fica 100% comprometida
Sua margem fica comprometida quando a soma de todas as parcelas atinge o limite permitido. Isso impede novos empréstimos consignados até que você quite parcelas.
Muitas pessoas não sabem, mas ter vários empréstimos pequenos pode consumir a margem rapidamente. Cada contrato adiciona uma parcela ao limite total.
"Vemos muitos casos de aposentados que fizeram três ou quatro empréstimos e acabaram sem margem. O ideal é sempre consolidar as dívidas", explica a equipe da Konsi.
Como consultar minha margem disponível pelo Meu INSS passo a passo
- Entre no aplicativo ou site Meu INSS usando seu CPF e senha do gov.br.
- Na tela inicial, procure e clique em "Extrato de Empréstimos Consignados". Se tiver mais de um benefício, escolha qual deseja consultar.
- Clique em "Imprimir" para salvar o arquivo em PDF. Lá você verá sua margem total, margem disponível e todos os contratos ativos.
- Verifique o campo "margem disponível para empréstimo". Se estiver zerado, significa que você não pode fazer novos consignados no momento.
Posso fazer empréstimo pessoal pelo INSS mesmo sem margem consignável?
Sim, é possível! O empréstimo pessoal não usa a margem consignável do INSS. Ele funciona de forma diferente do consignado tradicional.
Essa é uma alternativa para emergências quando você realmente precisa de dinheiro. Mas atenção: as condições são bem diferentes e você precisa avaliar com cuidado.
Diferença entre empréstimo consignado e empréstimo pessoal para aposentados
No consignado, as parcelas são descontadas automaticamente do seu benefício antes do dinheiro cair na conta. Por isso, as taxas de juros são menores.
No empréstimo pessoal, você recebe o dinheiro e paga as parcelas por débito na conta em que recebe o benefício do INSS. Não há desconto automático pelo INSS.
Como o risco de não pagamento é maior, os bancos cobram juros mais altos no empréstimo pessoal.
Crédito pessoal com débito em conta: como funciona e taxas de juros
Algumas instituições oferecem empréstimo pessoal com débito automático na conta onde você recebe o benefício. É mais seguro que o boleto comum.
Você precisa ter conta no banco que oferece o crédito. O valor da parcela é debitado automaticamente todo mês, logo após o benefício cair.
As taxas variam de 4% a 8% ao mês, dependendo do banco e do seu perfil de crédito. É mais caro que o consignado (taxa máxima de 1,85% a.m.), mas mais barato que cheque especial ou cartão de crédito tradicional.
Vale a pena contratar empréstimo pessoal se não tenho margem no consignado?
- Vantagens: você consegue crédito mesmo sem margem, não precisa esperar quitar outros empréstimos e o processo é mais rápido que o consignado.
- Desvantagens: juros bem mais altos, risco de comprometer ainda mais sua renda e possibilidade de não conseguir pagar em caso de emergência.
Ou seja, o crédito pessoal do INSS vale a pena em situações realmente urgentes, como despesas médicas inesperadas ou reparos emergenciais na casa. Nunca use para gastos supérfluos.
Como liberar margem consignável para voltar a ter crédito consignado
Existem três formas principais de liberar margem: portabilidade, refinanciamento ou esperar o reajuste do benefício. Cada uma tem suas vantagens.
A melhor opção depende da sua situação atual. Vamos explicar como funciona cada alternativa para você decidir qual faz mais sentido.
Portabilidade de consignado com troco: transferir para banco com taxa menor
A portabilidade de consignado permite transferir seu empréstimo para outro banco que oferece taxa de juros menor. Com isso, a parcela diminui e sobra margem.
Você pode receber dinheiro extra (troco) nessa operação. É como se fizesse um novo empréstimo com as parcelas antigas, mas pagando menos por mês.
A Konsi tem um comparador de taxas em tempo real que mostra qual banco oferece as melhores condições para portabilidade. Você economiza sem sair de casa.
Esperar reajuste do salário mínimo: como o aumento libera margem automaticamente
Todo ano, quando o salário mínimo é reajustado, sua margem consignável aumenta automaticamente. Isso acontece em janeiro ou fevereiro.
Se você recebe um salário mínimo (R$ 1.621 em 2026), sua margem para empréstimo é de R$ 531. Com o reajuste, esse valor sobe proporcionalmente.
O aumento de margem não muda o valor das parcelas dos empréstimos atuais. Por isso, sobra espaço para novos contratos sem fazer portabilidade.
Por que o crédito pessoal tem juros mais altos que o consignado INSS
No consignado, o banco tem garantia de pagamento porque o desconto é automático. Já no crédito pessoal, o banco corre risco de você não pagar.
Esse risco maior faz os bancos cobrarem juros mais altos. É uma forma de compensar as perdas com clientes que não conseguem pagar.
Além disso, o empréstimo pessoal tem custos operacionais maiores com cobrança, boletos e sistema de pagamento. Tudo isso encarece o crédito final.
Cuidados para não se endividar: quando NÃO contratar empréstimo pessoal
- Evite usar empréstimo pessoal para pagar outras dívidas mais baratas ou para gastos que podem esperar. Os juros altos vão piorar sua situação.
- Fuja de propostas que pedem pagamento adiantado ou que parecem "boas demais". Golpes contra aposentados são muito comuns nesse tipo de situação.



















































































![Veja como calcular a margem consignável [2025]](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fres.cloudinary.com%2Fdc5gzexeu%2Fimage%2Fupload%2Fv1737666381%2Fveja-como-calcular-margem-consignavel-2025_ryy4vv.webp&w=3840&q=100)












