Com o crescimento das contratações digitais, o Crédito do Trabalhador virou o principal alvo de golpistas no Brasil. Valendo de dados vazados, promessas de dinheiro fácil e chamadas urgentes no WhatsApp.

Os estelionatários criam armadilhas refinadas que causam grandes prejuízos financeiros e muita dor de cabeça para quem busca apenas organizar o orçamento.

Crédito do Trabalhador: quais são os golpes comuns?

Os golpes focados no Crédito do Trabalhador, que é destinado aos trabalhadores de carteira assinada, exploram principalmente a urgência financeira e a facilidade de contratação.

Entre os principais golpes estão a taxa antecipada, falso atendimento pelo WhatsApp, golpe da portabilidade e vazamento de dados. Entenda como cada um funciona:

Golpe da taxa antecipada

Os criminosos anunciam empréstimos fáceis para negativados e exigem o pagamento prévio de taxas, que são chamadas falsamente de "taxa de liberação", "fiador", "seguro-crédito" ou "custos operacionais".

Vale lembrar que a cobrança de qualquer valor antecipado para liberar crédito é 100% ilegal no Brasil, conforme normas estabelecidas pelo Banco Central.

Falso atendimento pelo WhatsApp

Perfis falsos usam a identidade visual de bancos conhecidos ou do aplicativo FGTS/Meu INSS para solicitar dados pessoais, fotos de documentos e biometria facial.

Esses dados são usados posteriormente para abrir contas ou contratar empréstimos consignados em nome da vítima.

Golpe da portabilidade

Os golpistas prometem reduzir a parcela de um consignado já existente. Na prática, fazem a vítima assinar um novo empréstimo, refinanciam a dívida com saldo devedor maior e somem com o valor trocado.

Antecipação fraudulenta do FGTS

Intermediários informais solicitam acesso à conta do FGTS da vítima para fazer a antecipação do saque-aniversário, cobrando taxas abusivas não autorizadas ou transferindo o saldo para contas de terceiros.

Vazamento de dados

Uso de dados vazados para preencher propostas de crédito e induzir o trabalhador a realizar a validação facial através de links falsos enviados por mensagem, simulando uma "atualização cadastral".

Sinais de alertas para evitar golpes no consignado CLT

Exigência de dinheiro adiantado, ofertas de números não verificados e pressão por urgência são alguns exemplos de sinais de alertas que podem caracterizar como tentativa de golpe no Crédito do Trabalhador. 

Veja dicas de como se proteger:

  • Nunca pague para receber um empréstimo: bancos legítimos deduzem taxas administrativas diretamente do saldo financiado, nunca exigem PIX ou boleto prévio.
  • Utilize apenas canais oficiais: não clique em links recebidos por SMS ou redes sociais. Acesse os aplicativos oficiais dos bancos.
  • Bloqueie novos empréstimos: se não estiver procurando crédito, ative o bloqueio de novos contratos no aplicativo do Meu INSS ou consulte a opção "Não Me Perturbe" para evitar abordagens comerciais ostensivas.
  • Verifique a instituição no Banco Central: confirme se a empresa que oferece o crédito é uma instituição financeira ou correspondente bancário autorizado.

O que fazer se cair no golpe?

Quem é vítima de uma fraude de crédito, o tempo de resposta é fundamental para minimizar o prejuízo e tentar reaver o dinheiro ou cancelar o contrato indevido. Confira o passo a passo do que fazer:

Passo 1: bloqueio imediato e comunicação financeira

Ligue para o banco que concedeu o empréstimo fraudulento. Caso tenha contratado um consignado ou antecipação do FGTS em seu nome, entre em contato com a instituição para informar a fraude, solicitar o cancelamento do contrato e contestar o débito na folha de pagamento.

Passo 2: coleta e organização de provas

Antes de apagar mensagens ou desinstalar aplicativos, reúna todas as evidências possíveis do golpe. Prints das conversas, números de telefone, comprovantes e contratos falsos servem como provas.

Passo 3: registro do Boletim de Ocorrência (BO)

Pode ser feito presencialmente em uma Delegacia da Polícia Civil ou online na Delegacia Eletrônica do seu estado. No tipo de crime deve ser classificado como Estelionato Virtual ou Fraude Eletrônica.

Passo 4: contestação formal

Se o banco se recusar a cancelar o empréstimo indevido ou não devolver os valores, o registro de reclamação pode ser feito no Consumidor.gov.br e Procon. Na reclamação anexe o Boletim de Ocorrência e os protocolos de atendimento sem solução.

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