O empréstimo consignado CLT tem um teto de juros de 1,99% ao mês quando a contratação usa como garantia o saldo do FGTS, a multa rescisória do FGTS ou as verbas rescisórias.

Fora dessa modalidade com garantia, o consignado para trabalhador CLT continua sem teto de juros fixo por lei, e cada banco define sua própria taxa. Entenda neste artigo quando o teto se aplica, como funciona essa nova modalidade de garantia e o que muda para quem contrata sem ela.

Como funciona a taxa de juros no consignado CLT?

O empréstimo consignado para quem trabalha com carteira assinada (CLT) é uma das modalidades de crédito mais baratas do mercado. O segredo dos juros baixos é a garantia de pagamento.

Diferente de um boleto que você paga por conta própria, no consignado a parcela é descontada diretamente da folha de pagamento antes mesmo de o salário cair na conta.

Essa dinâmica oferece risco reduzido aos bancos, que recebem o dinheiro direto da empresa. Por consequência, as instituições financeiras conseguem oferecer taxas menores do que as do cartão de crédito ou cheque especial.

Como a taxa de juros é definida?

A taxa de juros na modalidade de empréstimo consignado privado é influenciada por dois fatores:

  • Taxa selic: como os juros da economia estão no momento.
  • Análise de crédito: o banco ainda avalia o histórico de crédito.

Consignado CLT: mudanças no teto de juros

Em 2026, o Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado (CGCONSIG), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, publicou a Resolução CGCONSIG/MTE n° 3/2026, que regulamenta o uso de novas garantias no Crédito do Trabalhador.

A partir dessa resolução, o trabalhador pode oferecer, de forma opcional e mediante autorização expressa na CTPS Digital, três tipos de garantia:

  • Verbas rescisórias: até 35% do valor devido no desligamento.
  • Multa rescisória do FGTS: até 100% do valor da multa de 40% paga pela empresa em demissões sem justa causa.
  • Saldo do FGTS: até 10% do saldo disponível na conta vinculada.

Quando essas garantias são usadas, a operação passa a ter juros limitados a 1,99% ao mês.

Veja a declaração do ministro do MTE, Luiz Marinho:

“Não vamos permitir juros altos. Com o programa, trabalhadores estão conseguindo sair das mãos do agiota e de modalidades de crédito extremamente onerosas, como o CDC, o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, que cobram, em média, 11,2% ao mês”.

Empréstimo consignado CLT online: onde encontrar taxas baixas

A Konsi ajuda milhares de pessoas na busca pelas menores taxas do empréstimo consignado CLT, que também é conhecido como Crédito do Trabalhador, um programa de crédito direcionado a trabalhadores de carteira assinada.

A Konsi possui um aplicativo que faz uma varredura para encontrar as melhores condições de pagamento e menores taxas de juros do mercado. São mais de 20 bancos parceiros autorizados pelo Banco Central a atuarem na modalidade de crédito.

Diferença de juros entre consignado e crédito pessoal

Em 2026, com a taxa Selic estabilizada em um patamar elevado de 15% ao ano, a diferença entre as modalidades de crédito tornou-se ainda mais gritante. O consignado CLT se consolida como o porto seguro para o trabalhador, enquanto as outras linhas podem rapidamente se tornar armadilhas financeiras.

Entenda o que motiva a diferença dos juros:

  • Crédito consignado: o banco recebe diretamente da empresa e elimina a possibilidade de inadimplência.
  • Crédito pessoal: o banco assume que existe o risco do cliente não pagar as parcelas, por isso os altos juros para evitar o prejuízo da inadimplência.

Entenda no quadro a comparação das taxas médias:

Modalidade Taxa média mensalPagamento
Consignado CLT2,6% a 3,5%Desconto direto em folha
Crédito pessoal7,0% a 9,5%Débito em conta ou boleto