Se você já se perguntou por que alguns valores aparecem no seu contracheque e outros não, a resposta está no artigo 457 da CLT. Esse artigo é fundamental para entender o que realmente compõe o seu salário e quais benefícios são considerados apenas ajuda da empresa.

Com a Reforma Trabalhista de 2017, muita coisa mudou na forma como calculamos a remuneração dos trabalhadores CLT. E conhecer esses detalhes faz toda a diferença na hora de planejar suas finanças, solicitar crédito ou até mesmo negociar um aumento.

Neste artigo, vamos explicar de forma clara e objetiva tudo sobre o artigo 457 da CLT, suas mudanças recentes e como isso impacta diretamente no seu bolso.

O que é o artigo 457 da CLT e o que ele regula?

O artigo 457 da CLT é a norma que define o que é considerado remuneração do trabalhador. Em outras palavras, ele estabelece quais valores pagos pela empresa fazem parte do salário e, por isso, servem de base para calcular férias, 13º salário, FGTS e outros direitos trabalhistas.

Antes da Reforma Trabalhista, praticamente tudo que a empresa pagava ao funcionário entrava na conta da remuneração. Isso incluía vale-alimentação, prêmios, ajudas de custo e diversos outros benefícios.

Com as mudanças de 2017, o artigo 457 passou a separar claramente o que é salário do que são parcelas indenizatórias ou benefícios que não integram a base de cálculo dos direitos trabalhistas. "Muitos trabalhadores ainda não sabem que essas mudanças podem impactar significativamente no valor que recebem de férias ou 13º salário", explica especialista da Konsi.