O seguro residencial é uma das proteções mais baratas do mercado. A maioria das pessoas acredita que esse tipo de serviço serve apenas para cobrir grandes tragédias, como um incêndio.

Na prática, a apólice funciona como um coringa do dia a dia, cobrindo desde curtos-circuitos em eletrodomésticos até serviços emergenciais de chaveiro e encanador que cabem folgadamente no orçamento anual.

Entenda neste artigo como funciona e quais as regras atualizadas.

O que é seguro residencial?

O seguro residencial é um contrato feito entre o dono de um imóvel e uma seguradora para proteger a residência contra diversos tipos de prejuízos financeiros. Em vez de você ter que arcar sozinho com um prejuízo caso algo grave aconteça na sua casa, é possível pagar um valor anual menor para a seguradora assumir esse risco.

O funcionamento do seguro gira em torno de quatro etapas fundamentais, que são:

  • Escolha das coberturas;
  • Pagamento do prêmio;
  • Assistência 24 horas;
  • Sinistro e indenização.

Entenda os detalhes de cada etapa nos tópicos abaixo.

Escolha das coberturas

Na hora de contratar, o consumidor escolhe o que deseja proteger. O seguro é dividido em três partes principais, como:

  • Cobertura básica: é a proteção obrigatória em qualquer apólice. Ela cobre danos causados por incêndio, queda de raio e explosão.
  • Cobertura de danos elétricos: protege eletrodomésticos e eletrônicos queimados por surtos de tensão ou curtos-circuitos.
  • Coberturas adicionais: é possível customizar a apólice incluindo proteções contra roubo/furto de bens, quebra de vidros, vendaval, e até responsabilidade civil familiar.

Pagamento do prêmio

O prêmio é o nome técnico dado ao valor que você paga pelo seguro. Diferente do seguro de carro, que costuma custar entre 5% e 10% do valor do veículo, o seguro residencial é surpreendentemente barato. Geralmente custa menos de 0,5% do valor do imóvel por ano.

Assistência 24 Horas 

Mesmo que nunca passe por um sinistro grave, o seguro oferece serviços práticos para a rotina. A maioria das apólices inclui serviços emergenciais de assistência, como:

  • Chaveiro;
  • Encanador;
  • Eletricista;
  • Conserto de linha branca (geladeira, máquina de lavar, fogão).

Sinistro e a indenização

Se algo coberto pela apólice acontecer, é possível acionar a seguradora e comunicar o ocorrido. Envie a documentação necessária e os orçamentos/comprovantes.

A seguradora avalia o caso e realiza a indenização. Ou seja, paga o conserto, repõe o bem ou reembolsa o prejuízo até o limite do valor contratado na apólice.

Qual o valor de um seguro residencial?

Em média, o custo anual de um seguro residencial fica entre 0,1% e 0,5% do valor da estrutura do imóvel. Ou seja, o valor necessário para reconstruí-lo.

Para entender na prática, confira uma estimativa média do mercado brasileiro para diferentes perfis de imóveis:

Tipo de imóvel Valor de cobertura Custo médio anual
Apartamento pequeno/médio R$ 250.000 a R$ 400.000 R$ 250 a R$ 500
Casa em bairro/condomínio R$ 500.000 a R$ 800.000 R$ 600 a R$ 1.200
Imóvel de alto padrão A partir de R$ 1.500.000 R$ 1.800 a R$ 3.500

O que faz o preço do seguro mudar?

O valor final da apólice é calculado com base em alguns fatores principais, como:

  • Tipo do imóvel: casas costumam ter um seguro um pouco mais caro que apartamentos, pois estão mais expostas a riscos como vendavais, raios e furtos.
  • Localização: regiões com maiores índices de roubo ou com maior histórico de alagamentos e tempestades podem encarecer a cotação.
  • Limite de cobertura: quanto maior o valor que a seguradora terá que pagar em caso de perda total, maior o preço do seguro.
  • Coberturas adicionais: o valor sobe conforme são adicionadas proteções extras, como danos elétricos, roubo ou quebra de vidros.
  • Nível de assistência 24h: escolher planos de assistência que cobrem até conserto de eletrodomésticos ou serviços hidráulicos ilimitados.

Vale a pena fazer seguro residencial?

O seguro residencial é considerado por especialistas em finanças pessoais como um dos produtos de proteção com o melhor custo-benefício do mercado. Vale a pena quando a relação custo vs. benefício é imbatível, além da possibilidade de assistência 24h.

Por outro lado, não vale a pena quando a cobertura é caríssima para coisas que você não tem ou não precisa. Outra situação é quando o consumidor cota a apólice com base no valor de venda do imóvel em vez do custo de obra.