Antes de contratar um empréstimo online para quitar dívidas, é importante entender se essa estratégia realmente pode trazer vantagens para a sua situação financeira.
Em alguns casos, substituir dívidas com juros elevados, como as do cartão de crédito e do cheque especial, por uma modalidade de crédito com taxas menores pode reduzir o custo total da dívida, facilitar o pagamento das parcelas e contribuir para a reorganização do orçamento.
Vale a pena fazer um empréstimo para pagar dívidas?
Sim, pode valer muito a pena, mas apenas se a troca for vantajosa e o comportamento financeiro for corrigido. Essa estratégia é chamada de troca de dívida cara por dívida barata.
O objetivo não é apagar o débito, mas sim diminuir os juros, reduzir a parcela mensal e simplificar os pagamentos em uma única fatura. Antes de trocar uma dívida por outra, certifique-se de que o plano atende aos três pilares a seguir:
- Comparar o CET: não olhe apenas para a taxa de juros mensal. O Custo Efetivo Total inclui taxas administrativas, seguros e impostos (IOF). A taxa final do novo empréstimo deve ser substancialmente menor que as atuais.
- A parcela precisa caber no orçamento: a nova prestação não deve comprometer mais do que 20% a 30% da renda mensal líquida.
- Atacar a causa raiz: se o limite do cartão de crédito ou do cheque especial for liberado e voltar a usá-los, você dobrará o tamanho do problema.
Quando vale a pena trocar de dívida
Confira nos tópicos abaixo situações comuns em que a substituição de dívidas traz alívio financeiro real.
Dívida no cartão de crédito rotativo ou cheque especial
O cartão rotativo e o cheque especial têm as maiores taxas do mercado, muitas vezes entre 8% e 15% ao mês. Ao contratar um empréstimo consignado com taxas de 1,5% a 3,5% ao mês gera o resultado de economia expressiva no valor final pago e prazo fixo para terminar de pagar.
Múltiplas dívidas pulverizadas
Você possui quatro ou cinco dívidas diferentes e perdeu o controle das datas e está pagando multas por atraso. Um único empréstimo para quitar todas de uma vez pode gerar organização mental e financeira, além da eliminação de juros de mora e multas pontuais.
Possibilidade de quitar com desconto à vista
A credora atual oferece um desconto expressivo para quitação integral e imediata do saldo devedor. A solução pode ser pegar um empréstimo cujo valor total com juros seja menor do que o valor descontado cobrado pelo credor.
Como saber se a troca da dívida compensa
Para saber de forma exata e matemática se a troca da dívida realmente compensa, é necessário olhar para três critérios fundamentais: o Custo Efetivo Total (CET), o valor final acumulado e o impacto da parcela no orçamento.
Compare o Custo Efetivo Total, não a taxa de juros nominal. O CET anual ou mensal do novo empréstimo deve ser menor do que o CET atual das dívidas.
Além disso, é recomendado calcular a soma total a ser paga. A parcela do novo empréstimo fica bem menor apenas porque o prazo foi muito esticado. Nesses casos, pode acabar pagando mais no valor final.
Passo a passo prático
- Anote as dívidas atuais: saldo devedor total para quitação à vista. Custo Efetivo Total (CET) mensal/anual atual.
- Faça cotações do novo empréstimo: solicite a simulação informando que deseja o valor exato para quitação das dívidas. Peça explicitamente a planilha com a taxa do CET.
- Compare o custo final: se o CET novo e a soma total das parcelas for menor, a troca valerá a pena.
Exemplo
Ana Maria tem uma dívida de R$ 10 mil no cartão de crédito rotativo. Ao analisar cada possibilidade, se deparou com a seguinte comparação.
| Indicador | Cartão rotativo | Consignado online |
|---|---|---|
| Taxa de juros/CET | 14% ao mês | 2,1% ao mês |
| Prazo | Indeterminado | 24 meses |
| Valor da parcela | Mínimo da fatura | A depender da margem |
| Custo total final | Cresce exponencialmente | A depender da margem e parcelas fixas |
Desvantagens e riscos
O empréstimo consignado é a arma mais potente do crédito para pessoa física, justamente porque tem as taxas de juros mais baixas do mercado. Por esse motivo, trocar a dívida do cartão pelo consignado faz total sentido do ponto de vista matemático.
No entanto, essa operação esconde riscos comportamentais e financeiros graves que muitas pessoas só percebem depois de assinar o contrato. Entre os principais impactos estão:
- Desconto automático na fonte;
- Perda imediata de liquidez mensal;
- Demissão ou perda de emprego;
- Falta de margem consignável para urgências.
Para reduzir drasticamente o limite do cartão quitado, assim que quitar o cartão com o consignado, peça a redução do limite para um valor baixo ou cancele o cartão para evitar reincidência.
Além disso, não comprometa 100% da sua margem consignável. Tente contratar uma parcela que consuma no máximo 20% da sua renda, deixando uma folga financeira.




















































































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