Muitos tomadores de crédito acreditam que existe um número máximo fixo de empréstimos consignados permitidos por lei, mas a verdade é que não há um limite único universal.

O que determina se você pode ou não contratar uma nova linha de crédito é a combinação entre as regras do seu órgão pagador e a sua margem consignável. Entenda neste artigo as regras atualizadas.

Empréstimo consignado: existe limite de contratos simultâneos?

Não existe um limite único universal de contratos de empréstimo consignado. O limite real depende do tipo de vínculo do contratante, que é determinado por duas regras principais: quantidade de contratos ativos e margem consignável.

Entenda como funciona em cada categoria:

CategoriaQuantidade máxima de contratos Margem para empréstimos
Aposentados e pensionistas do INSSAté 13 contratos de empréstimo Até 35% do benefício
Servidores públicos federaisSem limite fixo de contratos Até 35% do salário
Trabalhador CLTSem limite fixo de contratos Até 35% do salário

Margem consignável em múltiplos contratos

A margem consignável não é um valor fixo em dinheiro, mas sim um percentual da renda líquida mensal (salário ou benefício do INSS) que pode ser comprometido com as parcelas de empréstimos.

Quando é contratado múltiplos empréstimos, eles funcionam como um limite, cada novo contrato ocupa um pedaço dessa margem. A partir do momento em que a soma das parcelas atinge o percentual limite, nenhum novo contrato pode ser feito.

Exemplo de acúmulo de contratos

1° contrato: a pessoa pega um empréstimo com parcela de R$ 400,00.

  • Margem restante: R$ 1.050,00 - R$ 400,00 = R$ 650,00 livre.

2° contrato: meses depois, faz outro consignado com parcela de R$ 450,00.

  • Margem restante: R$ 650,00 - R$ 450,00 = R$ 200,00 livre.

3° contrato: precisa de mais dinheiro e faz um terceiro empréstimo com parcela de R$ 200,00.

  • Margem restante: R$ 200,00 - R$ 200,00 = R$ 0,00.

Neste ponto, a margem foi 100% utilizada com apenas 3 contratos.

O que fazer ao atingir o limite de margem?

Quando atingir o limite de margem consignável ou o número máximo de contratos permitidos, o sistema do órgão pagador trava a concessão de novas linhas de crédito convencionais.

Para liberar dinheiro novo ou reduzir a parcela mensal sem ultrapassar os limites legais, as principais soluções são o refinanciamento, portabilidade ou cartões consignados. 

Entenda como cada modalidade funciona:

Refinanciamento

No refinanciamento, o cliente negocia um empréstimo existente com o mesmo banco. O contrato antigo é quitado e substituído por um novo com prazo renovado, sem aumentar o valor da parcela mensal e sem abrir um novo contrato.

Portabilidade

Na portabilidade, o cliente transfere a dívida para outra instituição financeira que ofereça uma taxa de juros menor. A nova taxa reduz o valor total da dívida. É possível optar por diminuir o valor da parcela ou manter a parcela no mesmo valor e receber o "troco" em dinheiro na sua conta.

Cartões consignados 

Ao usar a margem extra do cartão de crédito consignado ou o cartão benefício consignado, elas permitem realizar o saque em dinheiro de parte do limite, creditando o valor na sua conta com desconto do pagamento mínimo direto em folha.

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